Castidade Conjugal


A castidade não indica apenas algo que NÃO devo fazer, mas exatamente uma virtude que DEVO cultivar nos pensamentos e desejos. Para ser casto não basta eliminar toda a malícia, pecados sexuais, impurezas, infidelidades, etc. É preciso algo mais. A castidade é o amor vivido do jeito certo. Ser casto é respeitar a dignidade do corpo, da mente e do coração.

A castidade habilita a pessoa à comunhão. Permite ver o sexo como um dom maravilhoso que o criador nos deixou para que pudéssemos completar a sua obra gerando e cuidado da vida. Usar este dom apenas em proveito próprio, como na masturbação, entristece o coração e provoca uma profunda frustração. A castidade é a irmã da felicidade. Um casal precisa ser casto. Esta não é uma virtude apenas para os que fazem “voto de castidade”, como os religiosos e religiosas. Um casal casto sabe os limites e conhece as possibilidades de sua vida sexual. Isto não significa somente evitar isto ou aquilo. Castidade matrimonial significa sensibilidade masculina e feminina, reconhecer o outro no seu universo, exercitar-se na comunhão até nos pequenos gestos, celebrar a festa da vida no sorriso do neném.

A castidade supõe uma disciplina permanente que torne possível o autodomínio. Para ser casto é preciso exercitar-se como o atleta que se prepara para uma corrida. Aquele que vive ao sabor de seus desejos e paixões é na verdade um escravo. A dependência sexual às vezes ultrapassa os limites do vício e chega à ser uma doença, uma tara, uma neurose. Educação sexual é mais do que conhecer algumas coisas sobre o aparelho reprodutor humano nas aulas de ciências da oitava série.

É aprender a administrar com sabedoria e prudência esta potência de vida que Deus colocou em cada um de nós. Para viver a castidade é preciso a inteligência de não manter-se próximo do abismo. Ninguém “quase-peca”. Ou pecamos ou não pecamos. Se eu sei que em determinado ambiente vou cair. é melhor evitar! Se não evito, já pequei. Normalmente a castidade começa pelo olhar. É um pecado social pelo qual a humanidade pagará caro, o uso da pornografia nos anúncios públicos. Não há como não ver.

A insinuação provoca o pensamento e pode criar dificuldades na castidade. Porém, uma coisa é ser involuntariamente provocado. Outra coisa é procurar imagens, revistas, conversas maliciosas. Alguém poderia perguntar: Mas ainda é pecado? O mundo evoluiu!!! A Igreja ainda está nessa? Não se esqueça que o mundo gira. A moda de ontem já passou. A de hoje passará. Promiscuidade e droga estão na moda, mas nem por isso devemos canonizá-las. O crime também está na moda. Faz sucesso nas telas do cinema. Mas isto não é eterno. A libertinagem é um dogma inquestionável dos mundos modernos. Adultério, masturbação, fornicação, pornografia, prostituição, estupro, luxúria, são nomes clássicos do pecado que vem da mesma raiz da “falta de castidade”. Pecou, confesse!

O bonito ideal da castidade é conquistado com muita luta, mas também com oração. Diante de um momento de tentação será muito útil voltar seu olhar interior para Maria e repetir: Mãe castíssima, rogai por nós!

Padre Joãozinho

                  ARTIGOS