Família- Luz na escuridão do mundo



“Luz na escuridão do mundo” – assim é definida a família, no Relatório Final do Sínodo, ocorrido nos dias 04 a 25 de outubro no Vaticano, e que teve como objetivo refletir sobre o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e na sociedade contemporânea”. Foram levantadas propostas para enfrentar os principais desafios vividos pela família, reafirmando a doutrina da Igreja.

Foram abordados praticamente todos os temas referentes ao casamento e à família, segundo Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo e participante do Sínodo. O documento aborda assuntos como: casais de segunda união, a Eucaristia para os divorciados recasados, a ligação entre o ato sexual e a procriação, os filhos, o homossexualismo, a orientação que se deve dar na preparação para o matrimônio, entre outros pontos como: a valorização da mulher, cristãos que são ligados à política, idosos, a eutanásia, o aborto, etc. Ao final da Assembleia Sinodal dos Bispos, foi elaborado um documento contendo 94 pontos sobre a Família.

Referente a preparação ao matrimônio, o relatório evidencia uma necessidade de formação adequada, principalmente ao que se refere à afetividade; Realça também a importância da educação sexual e a promoção de uma paternidade responsável, e reafirma a doutrina da indissolubilidade matrimonial.

A Igreja, através do documento, faz um apelo às instituições para tutelarem a vida, e aos católicos que estão inseridos na política, pede que defendam a vida e a família.

Os Padres Sinodais, “propõem uma maior integração dos divorciados recasados nas comunidades cristãs, sublinhando que a sua participação pode ser ao nível dos diversos serviços eclesiais” (nº 84), e nesta situação específica (segunda união) “os casais devem ter um percurso de acompanhamento e de discernimento espiritual com um sacerdote” (nº 86). O acesso à Eucaristia, para estes casais, não é citado expressamente no documento, mas, recorda que estes não estão excomungados.

Com relação às pessoas homossexuais, o Relatório declara que estas não devem ser discriminadas, reafirmando porém, sua posição contrária às uniões entre pessoas do mesmo sexo.

O Sínodo representa um tempo marcante na história da Igreja, onde ela volta sua atenção de uma maneira mais intensa sobre a família, que tem sido neste tempo alvo de grandes ameaças. Uma atitude acolhedora das famílias é apontada, e para “as situações de maior complexidade familiar é recomendado o discernimento dos Pastores e uma análise em que a ‘misericórdia’ não seja negada a ninguém”.

Para Dom Odilo Scherer “o resultado foi muito positivo e algumas questões apareceram claras: uma renovada valorização da família pela Igreja, como realidade boa e querida por Deus; o casamento entre um homem e uma mulher dá início a uma família; a família tem uma missão importante em relação a cada pessoa, à comunidade humana e à Igreja”.

Que tenhamos todos nós esta verdade selada em nosso coração, e confiemos à Sagrada Família, as necessidades das famílias do mundo inteiro!

Shirley Siqueira Leal

Comunidade Amigos de Jesus

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