“...e vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que vosso fruto permaneça...” (Jo 15, 16b)



Caríssimos irmãos, gostaria de partilhar, um pouco, o sentido dessas palavras na minha vida: “e vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que vosso fruto permaneça” (Jo 15, 16b).

No dia 12 de dezembro de 2012, fiz a minha consagração definitiva ao carisma da Comunidade Amigos de Jesus. Esse versículo que se encontra em Jo 15, 16b foi a parte do evangelho que escolhi como lema da minha consagração. Tais palavras de Jesus ressoam muito forte em meu coração, pois, diz respeito à minha vocação pessoal: ser mãe.

Durante muitos anos, perguntava à Jesus qual era o meu chamado na Igreja, qual era a minha missão, o que Ele queria de mim. Até que um dia, durante uma confissão, o sacerdote me fez, de forma rápida, essa pergunta: “Qual é a sua vocação? ”. E, sem hesitar, respondi: ser mãe. Naquele momento, essa verdade caiu em meu coração de forma muito clara e eu me senti extremamente feliz por entender a vontade de Deus em minha vida.

Partindo deste princípio, fica mais fácil explicar para todos os que não compreendem o porquê tenho tantos filhos. Essa é a minha vocação na Igreja! Louvo muito ao Senhor por essa verdade do meu coração. Diante de tantos ataques que a mídia faz à Igreja, a respeito da família, insistindo em dizer que os católicos são proibidos de usar métodos contraceptivos, proibidos de realizar laqueaduras e vasectomias, que as mulheres não tem o direito sobre o próprio corpo, que o aborto precisa ser legalizado e aceito pela Igreja, preciso afirmar que me sinto livre para ser uma família numerosa.

Diante de tantas feministas que insistem em dizer: “O corpo é meu, faço dele o que eu quero”, aproveito, parcialmente, essa fala para dizer: “O corpo é meu, faço dele o que Deus quer”, pois, me sinto livre para cooperar com Deus no seu plano criador.

Sinto-me ainda mais feliz porque sei que a Igreja não me deixa sozinha nesta decisão e afirma que: “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (CIC 2373)

Não tenho dúvida, o melhor que posso dar de mim são filhos para a Igreja. Cada filho que o Senhor me concede é, ao mesmo tempo, dom e canal de conversão pessoal, pois, ao recebê-los, sinto que Deus me dá a chance de ser melhor mãe, melhor esposa e melhor filha de Deus. Fica claro para mim que diante de uma família numerosa como a minha, cresce também a responsabilidade e o desafio de formar cidadãos de bem, cristãos autênticos, pessoas que sejam melhores do que eu, que possam construir um país melhor e dar testemunho da sua fé.

Rogo a Deus que, o meu sim diário seja uma pequena semente lançada no coração de muitas famílias. Que elas possam aceitar com o coração agradecido os filhos que o Senhor lhes conceder e que a Virgem Santíssima e seu digníssimo esposo São José nos ajudem nesta árdua e nobre missão de educar.


Kelly Emerick

Fundadora da Comunidade Amigos de Jesus

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