Papa encerra Ano da Vida Consagrada recordando a missão dos consagrados no mundo


O Papa Francisco convidou hoje os religiosos e religiosas da Igreja a terem um “desejo de encontro, custodiar a admiração e a alegria da gratidão”, na Missa por ocasião da Festa da Apresentação do Senhor, no dia 2 de fevereiro, que encerrou o Ano da VidaConsagrada.

Na homilia pronunciada na Basílica de São Pedro, o Pontífice afirmou que “quem realmente encontra Jesus não pode permanecer como antes”.

O Papa destacou que toda forma de vida consagrada é chamada a “viver em permanente estado de missão”, compartilhando “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje”.

Francisco explicou que Jesus “é o rosto da misericórdia do Pai” e “se apresenta a nós como a perene surpresa de Deus; neste Menino nascido para todos se encontram o passado, feito de memória e de promessa, e o futuro, repleto de esperança”, acrescentou.

“Os consagrados e as consagradas são chamados, antes de tudo, a serem homens e mulheres do encontro. A vocação, de fato, não se inspira em um nosso projeto pensado de ‘maneira estratégica’, mas em uma graça do Senhor que nos alcança, através de um encontro que transforma a vida”, disse.

“Quem realmente encontra Jesus não pode permanecer como antes. Quem vive este encontro se torna testemunha e torna possível o encontro para os outros; e se faz também promotor da cultura do encontro, evitando a autorreferencialidade que nos faz permanecer fechados em nós mesmos.

O Pontífice recordou que Jesus “não hesitou em compartilhar a nossa condição humana” e também os religiosos “estão chamados a serem sinal concreto e profético desta proximidade de Deus, deste compartilha com a condição de fragilidade, de pecado e de feridas do homem do nosso tempo”.

Em seguida, o Santo Padre sublinhou: José e Maria custodiam a admiração por este encontro repleto de luz e de esperança para todos os povos. E também nós, como cristãos e como pessoas consagradas, somos custódios da admiração. Uma admiração que pede para nos renovarmos sempre; ai da rotina na vida espiritual; ai da cristalização dos nossos carismas numa doutrina abstrata: os carismas dos fundadores – como disse outras vezes – não devem ser sigilados numa garrafa, não são peças de museu”.

“Nossos fundadores foram movidos pelo Espírito e não tiveram medo de sujar as mãos com a vida cotidiana, com os problemas das pessoas, percorrendo com coragem as periferias geográficas e existenciais”.

“Não se detiveram diante dos obstáculos e das incompreensões dos outros, porque mantiveram no coração a admiração pelo encontro com Cristo. Não domesticaram a graça do Evangelho; tiveram sempre no coração uma inquietação saudável pelo Senhor, um desejo ardente de levá-lo aos outros, como fizeram Maria e José no templo. Também nós somos chamados hoje a realizar escolhas proféticas e corajosas”, manifestou o Pontífice.

Ao finalizar a homilia, Francisco indicou: “com esta festa, aprendemos a viver a gratidão pelo encontro com Jesus e pelo dom da vocação à vida consagrada”.

O Papa agradeceu pela Eucaristia e expressou: “Como é belo quando encontramos o rosto feliz de pessoas consagradas, talvez já com idade avançada como Simeão ou Ana, contentes e cheios de gratidão pela própria vocação”.

“Esta é uma palavra que pode sintetizar tudo aquilo que vivemos neste Ano da Vida Consagrada: gratidão pelo dom do Espírito Santo, que sempre anima a Igreja através dos diversos carismas”, concluiu o Papa Francisco.

Fonte: acidigital

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