O Espírito Santo e a Bíblia (Parte V)

September 29, 2016

 

O ESPÍRITO SANTO, “ESPÍRITO DE JESUS”

Espírito de compaixão

 

        A partir deste momento, o evangelho de São Lucas narra uma série de curas e milagres realizados por Jesus: Cura de um endemoninhado (Lc 4, 31-37), cura da sogra de Pedro (Lc 4, 38-39), Cura de um leproso (Lc 5, 12-16), Cura de um paralítico (Lc 5, 17-26), cura de um home com a mão atrofiada (Lc 6, 6-11), cura do servo de um centurião (Lc 7, 1-10), ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17), a tempestade acalmada (Lc 8, 22-25), O endemoninhado geraseno (Lc 8, 26-39), cura de uma hemorroíssa e ressurreição da filha de jairo (Lc 8, 40-56), o endemoninhado epiléptico (Lc 9, 37-43). Todos estes sinais extraordinários Jesus realizou para que se cumprisse o seu testemunho da sinagoga de Nazaré. O Senhor o enviou para dar aos cativos a redenção. Somente aquele que possuísse o Espírito do Senhor seria capaz de realizar tais prodígios.

       Mas tudo aquilo que Jesus realizou em sua vida Ele não o fez com um intuído de autoafirmação mas, por que Ele tinha compaixão daqueles que o procuravam:

       Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores! E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: Moço, eu te ordeno, levanta-te. Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe.[1]

       Agindo assim, Jesus cumpre uma profecia de Isaías e ratifica que sua ação é pautada pela presença do Espírito Santo:

       Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá[2].

       O amor anteriormente descrito no seio da Trindade, manifestado no Batismo de Jesus, agora é derramado pela ação direta da pessoa de Cristo. É Ele que, pessoalmente, quer amar e se dar por amor. Jesus quer que, à semelhança da Trindade, tenhamos comunhão com Ele, sejamos seu amigo: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.[3]

 

Fernando Emerick

Fundador da Comunidade Amigos de Jesus

 

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[1] Ibid. Lc 7, 12-15.

[2] Ibid. Es 42, 1-3.

[3] Ibid. Jn 15,13.

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