O Espírito Santo e a Bíblia (Conclusão)

October 7, 2016

 

        As pré-figurações bíblicas apresentam uma clara “presença” de Jesus na construção da história de Israel, permeando seus espaços com fatos históricos que juntos constituem um significativo registro da imagem de Cristo. Interpretamos esta “cristificação” como a ação do Espírito Santo conduzindo e preparando a história da salvação.

       Desde sua encarnação até à sua páscoa, Jesus apresenta uma estreita, íntima e coerente relação com o Espírito Santo. Cristo age em perfeita comunhão com a Trindade, logo, também o faz com relação ao Espírito Santo.  Esta documentação bíblica corrobora com o catecismo da Igreja:

       Uma vez que na união misteriosa da Encarnação "a natureza humana foi assumida, não aniquilada", a Igreja tem sido levada, ao longo dos séculos, a confessar a plena realidade da alma humana, com suas operações de inteligência e vontade, e a do corpo humano de Cristo. Mas, paralelamente, teve de lembrar toda vez que a natureza humana de Cristo pertence "in proprio" à pessoa divina do Filho de Deus que a assumiu. Tudo o que Cristo é e o que faz nela depende do "Um da Trindade". Por conseguinte, o Filho de Deus comunica à sua humanidade seu próprio modo de existir pessoal na Trindade. Assim, em sua alma como em seu corpo, Cristo exprime humanamente os modos divinos de agir da Trindade. [1]

       Quando o Espírito Santo é derramado no Pentecostes, os discípulos começam a agir e a realizar prodígios, à semelhança do mestre. Esta talvez seja a maior prova de que podemos chamar o Espírito Santo de “Espírito de Jesus”.

 

Fernando Emerick

Fundador da Com. Amigos de Jesus

 

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[1] CIC470

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