“...farei chover uma chuva de rosas...”

April 20, 2017

Santa Teresinha do Menino Jesus

 

 

       Santa Teresinha do Menino Jesus sempre teve um lugar especial na minha vida. Desde que a conheci em meados de 1997, ano em que ela foi proclamada Doutora da Igreja, aprendi a ter por ela uma particular devoção. O seu jeito simples de chegar a Deus, a sua pequena via que nos ensina a viver a santidade nas pequenas coisas, a sua bonita relação de amizade com o seu pai e suas irmãs, o seu amor pelo Carmelo, enfim, tudo nela me encantou.

       Quando li a sua autobiografia, História de uma Alma, cresceu em mim um grande desejo de um dia ser totalmente consagrada a Deus. Naquele tempo, eu ainda era muito jovem e nem mesmo entendia o que era uma consagração a Deus. Namorava o Fernando, que hoje é o meu esposo, e quando dizia aos frades do meu desejo de me consagrar, eles diziam que eu precisava conhecer um mosteiro de monjas carmelitas.

       A proposta de tornar-me uma monja carmelita não tirava do meu coração o desejo de casar-me e constituir uma família, mas, naquele tempo muita coisa precisava acontecer e uma delas era uma conversão radical do Fernando. Por isso, no meu coração rezava à Santa Teresinha, dizendo: “Santa Teresinha, não quero caminhar sozinha na Igreja, quero servir a Jesus junto com o Fernando. ”

       O tempo passou e a chuva de rosas caiu sobre a minha vida. O Fernando teve o seu tempo de graça e fez uma profunda experiência com Jesus e a sua Igreja. Passamos a olhar na mesma direção e ter os mesmos anseios. Depois de longos oito anos de namoro, nos casamos. Sempre gosto de dizer: “Para mim, o grande santo casamenteiro é Santa Teresinha”.

       Neste ano de 2017, alcancei uma nova graça por intermédio de Teresinha. Por ocasião da viagem à Terra Santa, recebi um grande presente que foi passar por Lisieux, cidade onde santa Teresinha passou parte da sua infância até a sua entrada no Carmelo. A primeira coisa que fizemos na cidade foi participar de uma missa na capela do Carmelo onde se encontra os restos mortais da santa. Fui tomada de tanta emoção que passei a missa chorando. Minha vida passou como um filme diante de meus olhos. Pensava em todos os filhos que o senhor havia me dado e não encontrava palavras para agradecer a Deus por tanta graça alcançada.

       Quando fiquei em frente às relíquias, novamente fiquei muito emocionada. Recordei-me das vezes que havia pedido a intercessão de Santa Teresinha pelo Fernando e agora estávamos ali, quase vinte anos mais tarde, como um casal consagrado à Deus. Não perdi tempo e disse logo para ela: “Se não fosse a sua intercessão, o Fernando não estaria aqui hoje comigo. Você nos casou! Por isso, só te peço hoje uma coisa, que o Fernando tenha a mesma experiência que eu tenho contigo! ”

       Saímos dali, em direção ao Buissonnets, casa paterna de Santa Teresinha, lugar que eu desejava muito conhecer desde que li História de uma alma. Ao passar pelo portão, o Fernando logo exclamou: Nossa, que cheiro de rosas! Você sentiu? Achei estranho, porque sou eu que sinto cheiro de tudo, mas, dessa vez não havia sentido e, também, era inverno rigoroso, o jardim estava todo seco. E, novamente, ele disse: “Agora foi mais forte ainda, você sentiu? ”

       Precisou de uma segunda vez para que eu me lembrasse da oração que eu havia feito há pouco tempo atrás. Então, não hesitei em dizer para ele que Santa Teresinha o estava recebendo em sua casa. Ficamos muito emocionados com aquela delicada acolhida de Santa Teresinha e, a partir de então, visitar sua casa teve um significado ainda maior, éramos bem-vindos na casa da família Martin. Fiquei extasiada ao ver as memórias daquele lugar, os pertences da família, a mobília, os lindos cabelos da Santa, ainda expostos em um quadro sobre a sua cama, enfim, uma experiência que nos remete ao céu.

Visitamos, por fim, a Basílica dedicada à Santa a qual nos impressionou por causa da sua grandeza. Lá tivemos a graça de rezar junto às relíquias de seus santos pais, canonizados em outubro de 2015, São Luiz Martin e Santa Zélia Guerin. Ali apresentei todas as famílias do mundo inteiro e pedi a esse santo casal que fizesse das nossas casas, lugares privilegiados de se cultivar o amor, a oração e o desejo de santidade.

 

        Agradeço muito ao Senhor por essa belíssima experiência! Rogo que a família de Santa Teresinha do Menino Jesus possa, então, ser para todos nós esse sinal visível do amor de Deus e gere em nossos corações a certeza de que ser uma família santa não é apenas um sonho, mas, uma graça que pode ser alcançada.

       Santa família Martin, rogai por nós!

 

Kelly Emerick

Fundadora da Comunidade Amigos de Jesus

 

 

 

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