Eis agora o dia da Salvação

February 16, 2018

 

       A Comunidade Amigos de Jesus se retirou nos quatro dias de Carnaval para viver dias de preparação para a Quaresma. Gostaria de partilhar um pouco do que vivemos para que sirva de reflexão para ajudá-lo neste Tempo Quaresmal.

       No primeiro dia de Carnaval, a Liturgia nos convidou a refletir sobre o milagre da multiplicação dos pães. Nessa passagem, Jesus multiplica os pães para alimentar a multidão. Os seus discípulos participaram daquele momento e testemunharam, mais uma vez, o poder de Jesus. Na verdade, os pães que saciaram a multidão eram uma prefiguração do Pão da Vida que é o próprio Cristo. Naquele momento, o pão saciava o corpo, mas, Cristo deu o seu próprio corpo para alimentar a nossa alma e nos garantir a vida eterna, com Ele no céu.

       Refletimos, então, que esse pão já está acessível a nós, mas, na maioria das vezes, nós não nos empenhamos para buscá-lo, não nos empenhamos na oração cotidiana, em estarmos a sós com Jesus, conversando com Ele, nos alimentando Dele. É necessário o nosso empenho, para alcançarmos a vida que já nos é garantida, senão, os cestos de pães estarão passando pela multidão e nós ficaremos só olhando e não nos saciaremos.

       No dia seguinte, as leituras trouxeram em evidência a lepra e, mais uma vez, destacando o poder de Jesus que curou o leproso. Diante de Jesus Sacramentado, apresentamos a Jesus as lepras do nosso coração. Jesus é o único que pode nos mostrar quais são nossas enfermidades espirituais, e ó único que pode curá-las. É necessário recorrermos a Ele em oração, para que Ele nos dê a graça de reconhecermos nossas limitações, para que Ele nos mostre a verdade sobre nós mesmos e nos deixemos ser tocados e curados por Ele. Nada melhor do que viver isso na adoração ao Santíssimo, para nos fortalecermos diante das situações da vida em que nos deixamos abater pelo pecado.

       Seguindo o nosso Retiro de Carnaval, os evangelhos dos dois últimos dias, evidenciaram a dificuldade dos fariseus e até mesmo dos discípulos de Jesus, em entenderem seus ensinamentos. Os fariseus pediam-Lhe um sinal para que acreditassem em Jesus e os seus discípulos mesmo tendo presenciado tantos sinais, ainda não haviam entendido a mensagem que Jesus queria lhes passar.

        Nós somos essas pessoas que tendo olhos não vemos, e tendo ouvidos não ouvimos. Vivemos a Quaresma, a Semana Santa e a Páscoa todos os anos; somos chamados à conversão, ao jejum, à oração, à penitência, à esmola, todos os anos, durante a Quaresma; vivemos o mesmo ciclo litúrgico que nos remete ao nascimento, à vida, morte e ressurreição de Cristo, anualmente; mas, na prática de nossas vidas, deixamos claro que ainda não entendemos nada, assim como os fariseus e os discípulos de Jesus não entenderam naquela época. Na verdade, continuamos com os mesmos erros, pecados, maus costumes, falta de amor, perdão, conversão, etc. Não temos o céu como nossa meta, não colocamos os ensinamentos de Jesus em prática. Não nos empenhamos com todas as nossas forças para que isso aconteça em nossa vida.

       O que vivemos em nosso retiro, convidamos, também, você a experimentar. Só cresceremos no conhecimento e imitação de Cristo se nos relacionarmos com Ele. Precisamos ter tempo para estar com Jesus e conversar com Ele. Esse tempo dedicado a Cristo, diariamente, precisa ser prioridade na vida de quem, de fato, quer se encontrar com Ele, definitivamente, no céu. Nos preparemos, pois, não sabemos o dia e nem a hora. Na liturgia da Quarta-feira de Cinzas, São Paulo nos diz: “Eis agora o tempo favorável por excelência. Eis agora o dia da salvação” (2 Cor. 6, 2b).

Luciana Bitencourt

Com. Amigos de Jesus

Please reload

                  ARTIGOS                 

Matrimônio, Fruto da História da Salvação (Parte III)

May 6, 2019

1/4
Please reload

Please reload