NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

June 24, 2018

       A Liturgia deste domingo (24/06) celebra a solenidade do nascimento de São João Batista. O Evangelho fala particularmente deste acontecimento, mesmo se só um versículo lhe for especificamente consagrado, com uma frase estereotipada usada na bíblia para se referir ao nascimento de uma criança: “terminado o tempo previsto, Isabel deu à luz uma criança” (Lucas 1,57).

       O resto desta passagem bíblica concentra-se na atenção e na curiosidade das pessoas – como se pode ver por duas vezes, nos versículos 58 e 65 – e na novidade do nome que os pais escolheram para dar ao seu filho.

 

       O acontecimento era de molde a suscitar a atenção e a curiosidade das pessoas: um casal estéril, já com uma idade avançada, acaba de ter uma criança. E as pessoas, face a esta notícia surpreendente, reagem reconhecendo nela uma a mão do Senhor, uma intervenção de Deus. Reconhecem que Deus teve para com Isabel “grandeza e misericórdia”. Mas como puderam reconhecer a presença da mão do Senhor neste acontecimento? ~

       É possível encontrar diferentes razões.

       Primeiro, há a expressão de uma mudança. Situações que estavam fechadas a qualquer possibilidade de mudança, abrem-se de forma inesperada. Uma mulher estéril e de idade avançada dá à luz, um mudo começa a falar.

       Assim qualquer coisa nova pode acontecer, quando nenhuma esperança parecia possível. É o primeiro sinal que, neste acontecimento permite ver a presença do Senhor. Por que o homem só pode ter a ação repetir, sem nunca criar nada de novo. Ao contrário, Deus intervém, tem sempre algo de novo. É fiel a si mesmo fazendo coisas novas.

E isto é surpreendente: esta passagem bíblica esta cheia de termos como maravilhamento, espanto, receio. É a reação do homem face ao que o ultrapassa.

       O segundo elemento: o facto de o homem não compreender tudo. Encontramos, no fim desta passagem, esta questão que é que é a de quem aceita não compreender tudo e perceber assim que é obra de Deus: “Quem será então esta criança” (Lucas 1,66). As pessoas não percebem tudo. Pelo contrário, se assim fosse seria o sinal de que não era obra de Deus, mas simplesmente dos homens. E o que é impossível de explicar somente com a lógica humana é pode ser verdadeiramente guardado no coração. É o que fazem todos aqueles que aceitam escutar os acontecimentos enquanto esperam que a obra de Deus seja esclarecida.

 

D. Pierbattista Pizzaballa

Arcebispo de Jerusalém

fonte: https://www.lpj.org/meditacao-natividade-joao-baptista-b/?lang=pt-pt

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