FAMÍLIA MARTIN, MODELO DE SANTIDADE PARA AS NOSSAS FAMÍLIAS

June 29, 2018

       Presencia-se na sociedade uma decadência dos valores do homem moderno, diante da secularização, do individualismo e falta de fé. Estando fragilizados, buscando seus próprios interesses e bem-estar, homens e mulheres, contraem o sacramento do matrimônio buscando, primeiramente, a satisfação própria, perdendo o verdadeiro sentido da união.

       Preocupada com as mudanças do contexto e dos novos desafios enfrentados pelas famílias, vendo-as como alvo de forças, que procuram destruí-las, a Igreja, sentiu a necessidade de proclamar os desígnios de Deus sobre o matrimônio e sobre à família, convocando, em 2013, pelo Papa Francisco, o Sínodo da Família, concluído em 2015, que “[...] permitiu analisar a situação das famílias no mundo atual, alargar a nossa perspectiva e reavivar a nossa consciência sobre a importância do matrimônio e da família.”

       Durante o Sínodo, Luís e Zélia Martin, os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, foram reconhecidos Santos pela Igreja. Conforme relata Hèlène Mogin (2011,p.15), a respeito da canonização do casal “[...] a Igreja quis pôr em evidência uma Sagrada Família de nossa época e dar respostas cheia de esperança aos violentos ataques que a célula familiar tem sofrido.”

 

       Luís e Zélia tinham o mesmo desejo, de fazer a vontade de Deus e se tornarem santos. Viveram na França, no século de XIX, ambos de famílias católicas, recebendo de “berço” a educação religiosa. Não aceitos à vida monástica, buscaram entender a sua vocação, e ao se conhecerem perceberam que não foi obra humana, mas, a providência divina que os uniu. Receberam no dia 13 de julho de 1858, o sacramento do matrimônio.

       O casal viveu com fidelidade o que a Igreja recomenda, hoje, para as famílias modernas. Quando analisamos os documentos, encíclicas, exortações a respeito da família, que São João Paulo II nos deixou; os documentos do Concílio Vaticano II; e a Exortação Apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco, percebemos que foi exatamente o que Luís e Zélia viveram e ensinaram para suas filhas, antes desses ensinamentos serem deixados.

       Não aprenderam em livros ou sermões a serem pais e mães, mas, através da busca pela santidade de vida, buscando assim um lar santo, criando os filhos para o céu, como afirmou certa vez Santa Zélia. O casal, facilitava o quanto fosse possível, a vida espiritual das filhas e davam o testemunho de uma vida reta em todas as ocasiões.

       Zélia trabalhava, era rendeira e empresária, dedicava muito ao seu trabalho, tinha ajuda de empregada doméstica para ajudar com as filhas e nos trabalhos da casa, mas, isso não impedia que fosse presente na educação das filhas, na formação moral e espiritual do lar. Uma de suas filhas reconhece, dizendo: “Se nossa mãe reprimia em nós as menores tendências defeituosas, gostava, entretanto, de ver-nos alegres e cheias de entusiasmo e mesmo recreava-se conosco, embora precisasse depois prolongar seu dia de trabalho até meia-noite ou mais.”

       O pai da família, Luís Martin, era relojoeiro, um homem honesto, calmo, piedoso, que mesmo vivendo no século XIX, onde os pais eram autoritários e muitas vezes, ausentes dos trabalhos do lar e na educação dos filhos, foi um homem diferente do seu tempo. Apresentou-se um pai presente, amoroso, preocupado com a pureza das filhas, com a moral e principalmente com a vida espiritual de cada uma delas. Foi o amparo, o amigo e confidente da esposa e filhas.

       A família Martin, foi o exemplo e modelo do que a Igreja orienta para as famílias hoje, para mim ao estudar esse lar e os documentos sobre as famílias atuais, é como se o exemplo viesse antes do ensinamento, ou como se esse casal tivesse vivido nos tempos atuais, no século XXI e após se “debruçarem” nos ensinamentos do Magistério, aplicaram em suas vidas. Mas, ao contrário, os documentos atuais, só reafirmam o que o Espírito Santo vem conduzindo as famílias sempre, ao longo de toda a história, o mesmo ensinamento, aplicado nas realidades novas.

       Na escola da família Martin, aprende-se a ser pai e mãe, como conciliar o trabalho e o lar, tendo Deus no centro de tudo. A graça que esses pais receberam e confiaram ao educarem o lar, é derramada igualmente para os pais modernos, que hoje além dos documentos escritos pelo Magistério, podem contar com a intercessão e exemplo desse casal.

São Luís e Santa Zélia, modelo e exemplo para as famílias modernas, rogai por nós!

 

Priscila Tuany

Com. Amigos de Jesus

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