Fátima, Marxismo e Família


As aparições pertencem à esfera das “revelações privadas” e não acrescentam nada na revelação Divina contida nas Sagradas Escrituras e na Sagrada Tradição da Igreja, que não obriga aos fiéis a crerem nelas[1]. Entretanto, a Igreja realiza longos processos de discernimento e verificação, reconhecendo algumas aparições como válidas ou dignas de fé, deixando os católicos livres para nelas acreditarem[2]. Este é o caso, por exemplo, das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal[3]. Em 13 de maio de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, tem-se a primeira aparição de Nossa Senhora a três crianças: Lúcia, Francisco e Jacinta. Ao todo, foram seis aparições, de maio a outubro de 1917, quase todas na Cova da Iria, numa propriedade do pai de Lúcia, situada a 2,5 km da antiga Fátima.

Durante a terceira aparição, no dia 13 de julho, mais de 2 mil pessoas haviam comparecido à Cova da Iria, onde Nossa Senhora comunicou mais uma de suas mensagens, onde parte de seu conteúdo apresentava os seguintes dizeres:


Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja[4].


A realização dessa profecia para alguns é controversa. Contudo, nesse mesmo período, um capítulo importante da história moderna estava se desenvolvendo na Rússia: em março de 1917, inicia-se a Revolução Russa que derrubou a monarquia do Czar Nicolau II, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal. No dia 7 de novembro de 1917, apenas 25 dias após a última aparição de Nossa Senhora em Fátima, o Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin, derruba o Governo Provisório apoiado pelos partidos socialistas moderados e impõe o governo socialista soviético de ideais marxistas[5].

Desde então, os “erros da Rússia” têm se espalhado por todo o mundo. Comunismo, socialismo e marxismo, a grosso modo constituem a mesma ideologia que prega o fim do capitalismo através da “luta de classes”[6] ou, recentemente, da “revolução cultural”[7], a qualquer custo. Utilizam-se das democracias, pseudodemocracias, ditaduras, massacres e extermínios como o holocausto ucraniano, o Holodomor[8], causado por Josef Stalin. A tomada do poder pelo proletariado e a igualdade de gêneros são algumas das “bandeiras” utilizadas para atrair uma significativa parcela da população, afim de alcançarem o poder.

A biografia de Karl Marx é repleta de apologias a extermínios em massa de "raças inferiores". Ele apresenta uma notável franqueza em relação aos objetivos do Comunismo. No último parágrafo do Manifesto Comunista[9], Marx resume toda sua posição:


Os comunistas rejeitam suavizar suas ideias e objetivos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pela violenta subversão de toda a ordem social vigente. Que as classes dominantes tremam de medo perante uma revolução comunista[10]!


Ainda com relação ao Manifesto Comunista, Marx admite que a abolição da família, mesmo sendo um ponto delicado até para os revolucionários, teria que acontecer, pois, a mesma se tratava de uma instituição burguesa: "Abolição da família! Até os mais radicais se assustam com este propósito infame dos comunistas"[11]. Marx continua:


Sobre quais fundamentos se assenta a família atual, a família burguesa? Sobre o capital, sobre o proveito privado. Em sua forma completamente desenvolvida, a família tradicional é uma instituição burguesa e existe somente na burguesia". Para melhorar a situação, abolir a família seria relativamente fácil tão logo a propriedade da burguesia fosse abolida. "A família burguesa será naturalmente eliminada com o eliminar deste seu complemento, e ambos desaparecerão com o desaparecimento do capital.[12]


Assim, a família passou a ser, para quase todos os admiradores e seguidores do marxismo, um inimigo a ser combatido, uma vez que ela figurava como um dos símbolos do capital opressor burguês. No livro The Naked Communist o autor W. Cleon Skousen apresenta uma seleção dos objetivos do comunismo que servem para ilustrar a sua disseminação por todas as nações, especialmente no Ocidente:


Eliminar todas as leis que regulam a obscenidade, qualificando-as como "censura" e como uma violação da liberdade de expressão e de imprensa; Romper os padrões culturais de moralidade, promovendo pornografia e obscenidade em livros, revistas, filmes, rádio e TV; Apresentar a homossexualidade, a degeneração e a promiscuidade como sendo "normal, natural, saudável"; Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião "social"; Desacreditar a Bíblia e enfatizar a necessidade de uma maturidade intelectual que dispense "muleta religiosa"; Eliminar a oração ou qualquer tipo de expressão religiosa nas escolas, com o fundamento de que ela viola o princípio da "separação entre Igreja e Estado"; Desacreditar a família enquanto instituição. Incentivar a promiscuidade, a masturbação e o divórcio fácil; Enfatizar a necessidade de afastar as crianças da influência negativa dos pais. Atribuir preconceitos, bloqueios mentais e retardamento das crianças à influência supressiva dos pais.[13]



Igreja e família são dois pilares da “sociedade dominante” a serem derrubados pelo comunismo ou pelo marxismo cultural. Não há a necessidade de ser um especialista em qualquer área para verificar que os objetivos acima descritos estão sendo alcançados. Nas últimas décadas, a família de tradição judaico-cristã tem perdido sua identidade por sofrer contínuos e sistemáticos ataques, feitos pela mídia, por governos e por organizações não governamentais. Em alguns casos, os ataques vêm até por parte de membros da própria Igreja, pois, alguns sacerdotes e alguns leigos, principalmente na América Latina, também, são vítimas dessa ideologia nefasta.

A “reinterpretação do marxismo” segundo a visão cristã acabou por tensionar a ortodoxia católica com os ideais socialistas. Com o marxismo, o mesmo não se deu como foi a cristianização do conteúdo aristotélico feito por São Tomás. Ao invés do marxismo ser cristianizado, na prática, houve a “marximização” da fé católica na América Latina, por exemplo. Tal “marximização” acabou por criar uma fé totalmente subjetiva com relação aos dogmas e à moral católica tradicional. Como esperado, a família tradicional cristã foi a mais afetada, pois, não encontrava na Igreja Latino-Americana o “pastor” disposto a ajudar às famílias católicas a se formarem espiritualmente e nem a resolverem seus desafios conjugais. A grande temática, na grande maioria das paróquias, era somente a libertação social e política do povo oprimido, enquanto a moral conjugal, com base nos documentos papais, era desprezada.

O erro que afetou, e ainda tem afetado, profundamente, as famílias da América Latina, está longe de ser a opção preferencial pelos pobres, que consiste em uma justa e necessária ação da Igreja sobre os desprovidos, muitas das vezes, com mínimas condições de sobrevivência. O erro está na incorporação da ideologia marxista na “Doutrina Social da Igreja”[14]. Essa doutrinação e partidarização da fé dos católicos latino-americanos têm empurrado os mesmos em direção ao crescente número de seitas pentecostais que, mesmo que de forma desvirtuada, oferecem uma fé espiritualizada. Ironicamente, são os católicos de classe social mais baixa que, em sua maioria, migram para o pentecostalismo, não somente em busca de um “rito metafísico”, mas, também em busca de uma “ajuda espiritual” para uma ascensão social[15].

Mesmo passados, aproximadamente, 30 anos após o fim da “Guerra Fria”[16], o mundo parece continuar dividido entre capitalismo e comunismo, entre conservadores e progressistas. Tal divisão, neste momento, parece não acontecer mais entre diferentes países. Com a propagação da ideologia marxista atingindo quase todo o mundo moderno, a divisão, agora, se encontra dentro de cada país. Milhares de famílias se dividiram em decorrência dessa busca pelo poder, enquanto o cristianismo, em ambos os sistemas, cada vez mais é colocado de lado. Enquanto nos dividimos, lutando contra ou apoiando esta ou aquela visão de mundo, acabamos por esquecer o verdadeiro “Motor da História”[17] que é o próprio Cristo Jesus. Logo, por que não optarmos pelo Cristianismo? O segmento de Cristo, por si só, não seria capaz de resolver os problemas da humanidade? Sim, o cristianismo não precisa de um sistema sócio econômico específico ou de uma ideologia criada por mãos humanas.

Essa afirmação longe está de constituir uma alienação frente aos grandes desafios sociais e econômicos que a sociedade moderna enfrenta. O dom da sabedoria que provém do Espírito Santo deveria ser o Norte que guiaria os corações em direção à vontade de Deus: Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus, e o povo que ele escolheu para sua herança[18]. Caso contrário, a quem recorreremos? À ciência que não é capaz de impedir um simples vírus de matar milhares de pessoas e de deixar milhões de desempregados em todo o mundo em apenas alguns meses? É certo que a ciência tem sua eficácia, utilidade e beleza, mas, é limitada, ao contrário do que afirmara o iluminismo que declarava a onipotência da razão. Então, a quem recorreremos? A Karl Marx? Ao dinheiro? Senhor, a quem iríamos nós? Só tu tens as palavras da vida eterna[19].

A mensagem de Fátima, que chama o mundo à conversão de seus pecados, continua a ser luz para os dias hodiernos. Para aquele que crê, ela é uma mensagem que vem do Céu. Maria, em Fátima, expressa a misericórdia do Pai, do Criador sobre as criaturas. Ao recorrer Àquele que tudo fez e que tudo criou por amor, a fim de alcançarmos a luz para nossas famílias, célula mater da sociedade, o cristão reafirma a existência de uma fé autêntica e centrada em Deus. Uma fé que não somente espera em Deus, mas, é guiada a agir segundo uma antropologia perfeita, o próprio Cristo: Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós[20].

Assim pensava São João Paulo II. Em uma entrevista concedida a Tele Radio Padre Pio[21] em março de 2015, o cardeal Carlo Cafarra[22], falecido em 6 de setembro de 2017, conta que escreveu uma carta à vidente Irmã Lúcia[23] pedindo orações para um serviço a ele imputado. Na época, João Paulo II lhe havia confiado a tarefa de fundar o Instituto Pontifício para os Estudos sobre Matrimônio e Família. Assim explica Cafarra sobre esta carta:


No início desse trabalho escrevi à Irmã Lúcia, por meio do bispo, porque não era permitido fazê-lo diretamente. Inexplicavelmente, ainda que eu não esperasse uma resposta (porque só lhe pedia orações pelo projeto), depois de poucos dias recebi uma longa carta de punho e letra dela – carta esta que se encontra atualmente nos arquivos do Instituto.[24]


Na referida carta escrita por Irmã Lúcia, a mesma relata que o enfrentamento final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio: "Não tenha medo, porque quem trabalha pela santidade do casamento e da família será sempre combatido e odiado de todas as formas, porque este é o ponto decisivo"[25]. E Cafarra conclui:


Falando também com João Paulo II, a gente podia sentir que a família era o ponto central, pois, é o fundamento da criação, a verdade da relação entre o homem e a mulher ao longo das gerações. Se o pilar fundamental é transtornado, todo o edifício fica paralisado e agora vemos isto, porque estamos justamente neste ponto e sabemos[26].



A abordagem do Cardial Cafarra e do Papa São João Paulo II com relação à situação atual da família católica, em uma dinâmica de combate espiritual e de valores primordiais para a Santa Igreja, retrata a gravidade do quadro moral-religioso em que a sociedade está inserida. Como Jesus no calvário, a família parece padecer em meio aos seus terríveis algozes. Uma luta desproporcional, aparentemente perdida. Cabe lembrar que no dia em que o Instituto Pontifício para as Famílias iria ser inaugurado, foi o dia em que João Paulo II sofreu um terrível atentado contra sua vida na Praça de São Pedro, em Roma. O dia 13 de maio de 1981 une tais acontecimentos à primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima que ocorreu, como referido anteriormente, no dia 13 de maio de 1917.

No livro intitulado "A Life with Karol"[27] (Uma Vida com Karol) o cardeal Stanislaw Dziwisz, secretário pessoal do papa durante quase quatro décadas, afirma que o atentado realizado pelo turco Mehmet Ali Agca teria sido planejado pela, então, União Socialista Soviética:


Como alguém não teria pensado no mundo comunista (como estando por trás da tentativa de assassinato)? É preciso levar em conta todos os elementos daquele cenário: a eleição de um papa odiado pelo Kremlin[28], sua primeira viagem de volta à Polônia (como pontífice, em 1979), o fortalecimento do sindicato Solidariedade[29] (em 1980). Tudo não aponta nessa direção? Todos os caminhos, mesmo que diferentes, não levam à KGB[30]?[31]


Com base nestes fatos, como não afirmar que há uma luta entre o bem e o mal? Entre os valores cristãos e os valores materialistas? Entre aqueles que creem que o homem e a mulher são simplesmente um produto de um processo evolutivo desenvolvido ao acaso e, por isso, as leis que os devem reger devem ser apenas as leis naturais e um relativo conjunto de regras sociais que devem ser adaptadas de acordo com os ventos da modernidade; em contraponto àqueles que creem que homem e mulher foram criados por um Deus que os ama?

Como não afirmar que os casais que estão enamorados ou apaixonados, precisam conhecer o Amor? Precisam experimentar que acima de todo desafio humano existe um Amor Divino. Precisam conhecer a que eles são chamados e que este chamado, essa vocação, está intrinsecamente ligada ao Amor Verdadeiro. Passados, aproximadamente, dois mil anos, as pessoas já nem se perguntam “o que é a verdade” pois, para a sociedade relativista “a verdade” é um mal que dever ser extirpado, como quiseram fazer no Calvário de Jerusalém. Porém, o que muitos não sabem, é que o Amor é eterno.


Fernando Emerick

Fundador da Comunidade Amigos de Jesus

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[1] RATZINGER Joseph, A mensagem de Fátima, Congregação para a Doutrina da Fé, Roma, 2000. Disponível em:

<https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.html> [Consultado em 18 de abril de 2020].


[2] Ibid.


[3] Ibid.


[4] SANTUÁRIO DE FÁTIMA. Disponível em <https://www.fatima.pt/pt/documentacao/e006-a-terceira-aparicao-de-nossa-senhora-na-cova-da-iria> [Consultado em 28 de abril de 2020].


[5] WIKIPÉDIA. A enciclopédia livre. Disponível em:

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_Russa_de_1917> [Consultado em 29 de abril de 2020].


[6] A “luta de classes”, segundo Karl Marx, seria a luta de opressores contra os oprimidos, burguesia contra o proletariado e está presente em todo o ideal marxista, como é posto logo na primeira frase do seu livro “O Manifesto Comunista”, que diz que: “A história de toda sociedade existente até hoje tem sido a história das lutas de classes”.


[7] A “revolução cultural” ou o “marxismo cultural” nasce das ideias de autores marxistas, como o filósofo italiano Antônio Gramsci, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano (PCI) e o filósofo alemão da Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse. Segundo eles, o ocidente era cristão e o único modo de implantar uma sociedade comunista seria mediante a eliminação da hegemonia do cristianismo. Essa eliminação ocorreria por meio de ataques culturais que desprezariam os valores da família cristã.


[8] O Holodomor consistiu no genocídio de milhões de ucranianos, que foram vitimados pela fome, em razão da política econômica de Stalin entre 1931 e 1933.


[9] O Manifesto Comunista, originalmente denominado Manifesto do Partido Comunista, foi publicado pela primeira vez em 21 de fevereiro de 1848. Foi escrito pelos teóricos fundadores do socialismo científico, Karl Marx e Friedrich Engels.


[10] SCIELO. Manifesto do Partido Comunista. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0103-40141998000300002> [Consultado em 28 de abril de 2020].


[11] Ibid.


[12] Ibid.


[13] WILLARD, Cleon Skousen. The Naked Communist. Ebook. Posição 4529 a 4587.


[14] A expressão “doutrina social da Igreja” designa o conjunto de orientações da Igreja Católica para os temas sociais.


[15] BOECHAT, João Ricardo. Religião e classe social: Uma análise dos especialistas religiosos de diferentes segmentos evangélicos sob a influência do Pentecostalismo. Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política: Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes, 2017, pag. 32.


[16] A “Guerra Fria” foi um período histórico de disputas entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, até a extinção da União Soviética em 1991.


[17] Segundo karl Marx, o “motor da história” seria a luta de classes.


[18] Salmo 32,12.


[19] Jo 6,68.


[20] Jo 13,15.


[21] Tele Radio Padre Pio é a estação de transmissão dos Frades Capuchinhos da Província Religiosa de Santo Ângelo e Padre Pio, e transmite de San Giovanni Rotondo, Itália.


[22] O cardeal Carlo Caffarra era especialista em bioética, tendo sido professor de ética médica na Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma. Foi ainda membro da Comissão Teológica Internacional e Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé.


[23] A menina e vidente Lúcia nasceu em Aljustrel em 28 de março de 1907. Alguns anos após às aparições, Lúcia professou como religiosa Doroteia em 1928 na Espanha. Em 1948 entrou para a clausura do Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, onde professou como carmelita descalça a 31 de maio de 1949. Lúcia morreu no dia 13 de Fevereiro de 2005, aos 97 anos no mesmo Carmelo.


[24] ALETEIA. Disponível em: <https://pt.aleteia.org/2015/06/18/o-enfrentamento-final-entre-deus-e-satanas-sera-sobre-a-familia-e-a-vida/> [Consultado em 24 de abril de 2020].


[25] Ibid.


[26] Ibid.


[27] DZIWISZ, Stanislaw. A Life with Karol. Crown Publishing Group, 2008, 272 páginas.


[28] Kremlin Moscovo ou Moscou, geralmente referido como o Kremlin, é um complexo fortificado no centro da capital russa, nas margens do rio Moskva ao sul, com a Catedral de São Basílio e a Praça Vermelha a leste e o Jardim de Alexandre a oeste.


[29] A Solidariedade (Solidarnosc, em polonês) é uma federação sindical polonesa fundada a 31 de agosto de 1980. Foi um dos agentes mais importantes a surgir na Polônia no início dos anos 80, com o objetivo de pressionar o rígido e ortodoxo governo comunista local a implementar mudanças na política do país. Seu líder, Lech Walesa (prêmio Nobel da Paz em 1983 e presidente da Polônia de 1990 a 1995) iria mudar a realidade de seu país, contribuindo para a transição política de um regime socialista governado por um partido único a uma economia de mercado nos moldes dos países da Europa Ocidental. O Papa São João Paulo II contribuiu de forma decisiva para que o Solidariedade alcançasse seus objetivos.


[30] A KGB foi a principal organização de serviços secretos da União Soviética, que desempenhou as suas funções entre 13 de março de 1954 e 6 de novembro de 1991.


[31] DZIWISZ, Stanislaw. A Life with Karol. Crown Publishing Group, 2008.

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