Cristo, nossa Esperança!

Caros irmãos, é na alegria do Cristo Ressuscitado que desejo partilhar com todos, a riqueza que celebramos neste tempo na Igreja. Cristo Ressuscitou verdadeiramente e está vivo no meio de nós! Isso é uma realidade que se atualiza, não é uma simples recordação ou comemoração.

Entender esse mistério de amor se faz necessário para compreendermos o cumprimento do plano de Deus em nossas vidas. Com efeito, “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito” (Jo 3,16). Ao celebrar a Páscoa do Senhor, recordamos com quão grande amor Deus Pai nos amou, dando-nos o que lhe era mais caro, o seu próprio Filho, para a remissão dos nossos pecados.

Sabemos que no homem-Adão, o vínculo de amizade de Deus com a criatura humana, havia sido quebrado por causa do pecado, mas, no homem-Cristo tivemos de volta o que havíamos perdido. De fato, o Senhor nos resgatou. É pela encarnação de Cristo que Ele se une a nós, pela sua humanidade e é graças à sua paixão, morte e ressurreição que as portas do céu nos foi aberta e o vínculo de amizade reestabelecido.

Ora, mas por que, então, não nos rejubilamos diante de tão grande dádiva? Talvez porque ainda não experimentamos de fato o que a ressurreição de Cristo significa para as nossas vidas. Talvez as nossas preocupações, correrias e fadigas do cotidiano nos tem distanciado dessa verdade, que tem o poder de transformar as nossas vidas.

Neste tempo atual temos vivido com muitas incertezas, já não criamos muitas expectativas diante de um futuro próximo, pois, têm nos ensinado que precisamos aprender a conviver com “o novo normal”. Mas, será que é normal viver como se não pudéssemos fazer planos? Onde o próximo precisa ficar agora, pelo menos, há um metro de distância? Os sonhos foram desfeitos ou adiados para um tempo imprevisto? A esperança parece ter sido substituída por tristeza, depressão e medo. O coração parece ter sido roubado, pelo luto daqueles que perdemos. Em meio a esses desalentos, muitos de nós nem percebemos o tempo litúrgico que estamos vivendo. Passou-se a Quaresma, a Semana Santa, e continuamos como se Cristo não estivesse no meio de nós.

É o apóstolo São Paulo que nos advertiu: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados” (1 Cor. 15,17)

Não fazer a experiência da ressurreição significa viver sem esperança. São Paulo afirma, com total convicção, que a ressurreição de Cristo é fundamento da nossa fé e da nossa esperança. Foi essa certeza que o amparou em sua dura vida apostólica. Ele encontrou com o Cristo vencedor da morte.

Para nós cristãos, todas as provações da vida precisam ser apresentadas a Cristo, pois, só Nele encontraremos respostas para os sofrimentos e dores. Crer no Cristo Ressuscitado é acreditar que não há nada, enfermidade, luto, desemprego ou qualquer tribulação que não possa ser vencida!

A esperança cristã baseia-se na certeza de que a morte foi vencida, de que uma vida nova em Cristo foi inaugurada, de que, em Cristo, viveremos sempre a plenitude da vida, na totalidade do nosso ser humano: corpo, alma, espírito.

Para aqueles que confiam no Cristo Ressuscitado, não há lugar para o desespero, tristeza e desesperança. A esperança cristã é uma esperança - dom, penhor de um bem futuro, que ultrapassará todas as previsões humanas e nos remete a olhar para o céu.

Que Cristo Ressuscitado seja sempre a nossa força e nossa alegria!


Cristo ressuscitou, aleluia, aleluia!

Verdadeiramente ressuscitou, aleluia, aleluia!


Kelly Emerick

Fundadora da Comunidade Amigos de Jesus

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